quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O Feio tem mais encanto que o belo.

 É um típico exemplo que podemos ver em nossas vidas, as pessoas que são feias mais que guardam mais encatos, no que se diga valor, do que o ser que já é belo, e que ainda com o passar dos anos o que era feio se coloca em possição de patinho feio que passa pela metamorfose para o cisnei belo e deslubrante. Aquilo tudo que guardava por dentro um dia surgio, mas aquilo já não era o seu principal elemento, eraapenas um complemento da linda criatura que ele já era antes.

Ao que se pode dizer exemplos:


A Beleza Maior é a que não se Vê

- Hoje, durante o meu passeio matinal, vi uma linda mulher... Minha nossa, que linda que ela era! (...)
- Sério, sr. Spinell? Descreva-me então.
- Não, não posso! Dar-lhe-ia uma imagem imperfeita dela. Ao passar, mal a vi; na verdade, não a vi. Apercebi-me, porém, da sua sombra esfumada, e isso bastou para me excitar a imaginação e guardar dela uma imagem de beleza. Minha nossa, que linda imagem!
A mulher do sr. Klöterjahn sorriu.
- É essa a sua maneira de olhar para as mulheres bonitas, senhor Spinell?
- Sim, minha senhora, é; é muito melhor do que olhá-las fixamente na cara, com uma grosseira avidez da realidade, para no fim ficarmos com uma impressão falsa... Thomas Mann, in "Tristão"

As pessoas mudam seja para bom ou para mau, o que sobra apenas é a linda sombra que criou.

 Minha nooooooossa que cara lindo! mas confesso que não daria nada com o
"antes" dele, acabei EU mesma aprendendo uma valiosa lição sobre as verdadeiras caracteristicas da beleza e aparência, e que é uma estrutura que muda muito com os anos, isso sempre vemos naqueles filmes de antes e depois: que o Pop da escola era o mais desejado e conhecido por sua beleza e boa fala com os colegas, por chamar a atenção, por jogar bem mas que por dentro era oco e nem sabia o significado de falacia, e depois com o tempo virou um homem sem nenhum estudo e profissão descente, ele é no presente um taxista gordo e sem conceito de liguagem culta. Já o outro, é ... aquele gordinho de quem as meninas zombavam e não davam nenhum credito a sua personalidade, mas que era de todos o mais esperto e divetido, era criativo e sabia bem como agir e imprecionar com suas boas conversas, era um talento natural seu e que era um símbolo que não lhe podia ser-lhe irado, ao final tinha o emprego que queria era feliz e bonito de forma especialmente encantador e que por a menina que queria era mais as atenções perdeu a chance por não ver que a beleza esta maneira em como a interpretamos nas pessoas. (ex: Filme - De Repente 30)


Pra terminar uma citação de Baron de Montesquieu, muito boa para se ponderar de qual é a verdadeira realidade sobre a beleza que nossos olhos não mostrar por nossa falta de compreenção do assunto:

O Feio Tem Mais Encanto Que o Belo

Por vezes existe nas pessoas ou nas coisas um charme invisível, uma graça natural que não pôde ser definida, a que somos obrigados a chamar o «não sei o quê». Parece-me que é um efeito que deriva principalmente da surpresa. Sensibiliza-nos o facto de uma pessoa nos agradar mais do que deveria inicialmente e somos agradavelmente surpreendidos porque superou os defeitos que os nossos olhos nos mostravam e que o coração já não acredita. Esta é a razão porque as mulheres feias possuem muitas vezes encantos que raramente as mulheres belas possuem, porque uma bela pessoa geralmente faz o contrário daquilo que esperávamos; começa a parecer-nos menos estimável. Depois de nos ter surpreendido positivamente, surpreende-nos negativamente; mas a boa impressão é antiga e a do mal, recente: assim, as pessoas belas raramente despertam grandes paixões, quase sempre restringidas às que possuem encantos, ou seja, dons que não esperaríamos de modo nenhum e que não tinhamos motivos para esperar.
Os encantos encontram-se muito mais no espírito do que no rosto, porque um belo rosto mostra-se logo e não esconde quase nada, mas o espírito apenas se mostra gradualmente, quando quer e do modo que quer; pode esconder-se para surgir de novo e proporcionar essa espécie de surpresa que constitui os encantos.
Baron de Montesquieu, in "Ensaio Sobre o Gosto"